Gestão de Gravatá implanta o Projeto Educação Inclusiva em Domicílio (EID)

163
Fotos: Vanessa Bastos/SECOM Gravatá

Na manhã desta segunda-feira (17), cerca de 40 professores da rede municipal de ensino participaram de uma capacitação no auditório da Secretaria de Educação para atuarem no Projeto Educação Inclusiva em Domicílio. A formação segue até a terça-feira (18).

O projeto tem o objetivo de estender o Atendimento Educacional Especializado (AEE) aos estudantes com deficiência durante a pandemia, nos seus próprios lares, através da visita dos profissionais. A medida é uma forma de minimizar os danos causados pela suspensão das aulas presenciais devido à pandemia de Covid-19.

Quando finalizamos o Censo Escolar desse ano, percebemos um alto número de estudantes com deficiência na nossa rede e nos preocupamos com o quadro evolutivo que eles tiveram desde o início da gestão, já que, desde março, eles estão sem atendimento. Foi aí que percebemos que todo o trabalho desenvolvido durante os últimos três anos e meio poderia ter algum comprometimento. Então, decidimos reunir um grupo de profissionais capacitados para que eles pudessem conhecer o perfil de cada aluno que já vinha sendo acompanhado com o intuito de que seja dada continuidade às atividades propostas pelo CIG (Centro de Inclusão de Gravatá). Todo o trabalho desenvolvido dispõe de cartilhas e uma plataforma escolar voltadas para esse público, contendo aulas de libras, contação de histórias, atividades artísticas e pedagógicas diversas”, explicou a secretária de Educação, Íris Dias.

Durante o encontro desta segunda, os educadores receberam kits de apoio para que sejam montados jogos e atividades durante as visitas. Os alunos também irão contar com o auxílio de vídeos, aplicativos e softwares direcionados e adequados para cada caso. Os atendimentos em domicílio estão previstos para ter início a partir da próxima sexta-feira (21) e serão realizados semanalmente, com duração de 1h:30min.

O trabalho com esses alunos deve ser adaptado para cada situação apresentada. Eu procuro aproximá-los mais de mim pra que eu possa dar uma assistência maior, com o objetivo de que eles alcancem uma boa aprendizagem. Fiquei surpresa com essa nova experiência em que vamos às casas deles. Agora, serão mais perceptíveis os níveis de aprendizagem, as dificuldades de cada um, o modo como essas crianças vivem. Gravatá, com certeza, está ganhando muito ao ser contemplada com esse projeto”, pontuou a professora da educação infantil da Escola Mansão do Silêncio e da Paz, Juliana Patrícia, que atuará no programa.